E o governo “Pacotizou” os serviços bancários
Maio 1, 2008
Pois bem: o Banco Central obrigou os bancos a instituírem um “pacote padrão”, no qual são oferecidos os mesmos serviços, qualquer que seja a instituição. Mas, e daí?
O Banco Central estipulou uma série de serviços básicos, mas deixou a definição do valor da tarifa correspondente a cargo dos bancos. Não há obrigatoriedade de um mesmo serviço (extrato mensal impresso, por exemplo) custar a mesma coisa dentro do pacote padrão e em outras opções oferecidas pelo banco. O pacote, segundo alerta do próprio Instituto de Defesa do Consumidor, não foi satisfatoriamente concebio. E nem sequer há a expectativa de adoção em massa ao pacote, uma vez que apenas dois bancos o apresentam a um preço mais baixo do que as demais opções.
A intenção foi boa, mas o resultado é muito aquém do que se esperava.
Talvez o Banco Central tivesse mais sucesso se, ao invés de normalizar o pacote, obrigasse todas as instituições a adotarem uma mesma nomenclatura para os diferentes serviços oferecidos, deixando a escolha dos pacotes apropriados a cargo do consumidor.
Indo além em outra vertente: quem disse que temos liberdade para trocar de banco com facilidade, se descobrirmos que o nosso banco atual é mais caro do que outros? Quem recebe sua remuneração por meio de conta-salário sabe do que estou falando, pois sabe o transtorno que é quando você decide não ter conta no banco indicado.
Enfim: uma boa proposta trouxe um resultado medíocre que, muito provavelmente, vai figura no canto inferior esquerdo do material de propaganda da instituição. Se é que vai aparecer em algum lugar.
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