Carona Solidária – Vamos aderir?

Agosto 27, 2008

Me impressiona a quantidade de veículos que vejo, todos os dias, cujo único ocupante é o próprio motorista. A situação é, no mínimo, incômoda.

É fato que o transporte público é ineficiente na maioria dos grandes centros. No Rio de Janeiro, por exemplo, a situação atual no Metrô é vergonhosa. No início e no final do dia, é como se as pessoas deixassem de lado aquilo que nos torna humanos – a capacidade de solidarizar-se. As pessoas se acotovelam para entrar nos vagões. Senhoras grávidas e idosos nem sempre são respeitados nesses períodos. E a companhia, hipocritamente, afirma que faz o melhor pelo usuário. Enquanto as sirenes de aviso da partida do trem soam, não é raro ver um segurança empurrando para dentro do vagão alguém que ficou entalado na porta que se fechou. Os ônibus, apesar de diversas melhorias, ainda continuam muito aquém do que poderíamos chamar de “confortáveis”. E também rodam lotados em grande parte das linhas operadas.

Para fugir dessa ineficiência, é crescente o número de pessoas que optam pela aquisição de um veículo e o utilizam no trajeto casa-trabalho. No entanto, da mesma forma que não há transporte de massa suficiente, também parece que em breve faltarão ruas para tantos veículos. A facilidade de crédito para comprar um carro gera problemas no escoamento do trânsito, isso sem considerar outra simplicações como, por exemplo, o aumento na emissão de gás carbônico para a atmofera, decorrente do aumento de veículos circulando.

Uma alternativa para amenizar o problema é a formação de grupos de carona solidária, por meio do qual colegas de trabalho, vizinhos ou outros grupos podem “otimizar” o uso dos carros. Considerando a quantidade de motoristas que andam sem companhia no trânsito, creio que uma adesão em massa a iniciativas como essa trariam impactos surpreendentes para o trânsito. Além do mais, surge assim uma nova oportunidade para a socialização. Num mundo individualista como esse em que vivemos, sempre é bom ter a oportunidade de fortalecer vínculos sociais.

Diversas instituições públicas já aderiram ou criaram movimentos semelhantes. Entre elas, o governo do estado de São Paulo, a Prefeitura de Vitória (ES), a Prefeitura de Manaus (AM), a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (MG), entre outras. Mas o poder público pode muito pouco se nós, cidadãos, não aderirmos à idéia.

Que tal?

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