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Natal: Lá vamos nós de novo

Dicas para comprar no natal

Continue Reading Add comment Dezembro 2, 2009

E o governo “Pacotizou” os serviços bancários

Pois bem: o Banco Central obrigou os bancos a instituírem um “pacote padrão”, no qual são oferecidos os mesmos serviços, qualquer que seja a instituição. Mas, e daí?

O Banco Central estipulou uma série de serviços básicos, mas deixou a definição do valor da tarifa correspondente a cargo dos bancos. Não há obrigatoriedade de um mesmo serviço (extrato mensal impresso, por exemplo) custar a mesma coisa dentro do pacote padrão e em outras opções oferecidas pelo banco. O pacote, segundo alerta do próprio Instituto de Defesa do Consumidor, não foi satisfatoriamente concebio. E nem sequer há a expectativa de adoção em massa ao pacote, uma vez que apenas dois bancos o apresentam a um preço mais baixo do que as demais opções.

A intenção foi boa, mas o resultado é muito aquém do que se esperava.

Talvez o Banco Central tivesse mais sucesso se, ao invés de normalizar o pacote, obrigasse todas as instituições a adotarem uma mesma nomenclatura para os diferentes serviços oferecidos, deixando a escolha dos pacotes apropriados a cargo do consumidor.

Indo além em outra vertente: quem disse que temos liberdade para trocar de banco com facilidade, se descobrirmos que o nosso banco atual é mais caro do que outros? Quem recebe sua remuneração por meio de conta-salário sabe do que estou falando, pois sabe o transtorno que é quando você decide não ter conta no banco indicado.

Enfim: uma boa proposta trouxe um resultado medíocre que, muito provavelmente, vai figura no canto inferior esquerdo do material de propaganda da instituição. Se é que vai aparecer em algum lugar.

Add comment Maio 1, 2008

Brincando com Números: CRÉDITO E JUROS (parte final)

Simulações de Juros

Para ilustrar o impacto dos juros no valor final que pagamos por determinado bem, realizei duas simulações elucidativas. Mas, antes, tratemos de um pouco de teoria:

Existe uma função matemática, a mais básica da matemática financeira, que nos permite calcular o valor final de uma quantia em dinheiro sobre a qual se aplica uma determinada taxa de juro. A função é composta por:

p = valor inicial (o valor do financiamento)

n = duração do financiamento (em meses)

i = taxa de juro (em decimais. Se estiver em porcentagem, divida por 100)

s = valor final (o quanto você vai pagar pelo financiamento no final do período)

A função matemática é:

s = p x [(1,00 + i)^n]

(Obs: o “^” representa uma operação de exponenciação)

Se você preferir, pode utilizar o Excel ou uma calculadora científica/financeira para otimizar o cálculo, mas os casos mais simples podem ser executados à mão.

Vamos agora considerar alguns casos de financiamentos contendo dados reais, retirados de sites de instituições financeiras. Para evitar problemas de contestação, substituirei os nomes dos bancos por uma letra:

1)     Cheque especial do Banco B: a taxa básica do Banco B para o cheque especial é de 7,66% (um pouco menor dependendo do seu tempo de relacionamento e volume de dinheiro movimentado). O prazo máximo de utilização do cheque especial é de 180 dias.  Digamos que você, numa determinada data, chega a um saldo de R$1.000,00 negativos. Veja o valor total, contando com os juros, que você pagará de acordo com o tempo pelo qual você permanecer no negativo:

1 mês      R$ 1.076,60

3 meses   R$ 1.247,85

6 meses   R$ 1.557,13

2)     CDC do Banco B: na mesma instituição, o CDC (sigla de “Crédito Direto ao Consumidor”) oferece empréstimos com duração de até 24 meses e taxa de 4,62%. Vejamos o valor total dos juros a serem pagos:

6 meses    R$ 1.311,26

10 meses  R$ 1.570,89

12 meses  R$ 1.719,40

24 meses  R$ 2.956,33

No primeiro caso, o aumento do valor da dívida foi de 50% em 6 meses. No segundo, o valor triplicou em dois anos. Se você fizer a conta considerando as taxas informadas, vai achar que os cálculos estão errados. No entanto, o conceito empregado pelas instituições financeiras é o de juros sobre o montante. Ou seja: se, depois do primeiro mês, o valor a ser considerado para a aplicação da taxa de juro é o saldo original MAIS os juros apurados no mês anterior (o que também é conhecido como juros compostos ou juros sobre juros).

E não é só isso: dependendo do tipo de empréstimo ou crediário, ainda podem incidir outras taxas que incidem sobre o valor solicitado, tais como taxas de abertura de cadastro, taxas de administração etc. Melhor pensar bem antes de assumir uma dívida, não é?

Add comment Abril 2, 2007

Brincando com Números: CRÉDITO E OS JUROS (parte I)

Sempre que desejamos adquirir algo e não possuímos dinheiro suficiente no momento, podemos ser tentados a abrir um crediário ou contrair um financiamento. Essa alternativa, sem sombra de dúvida, é uma “ferramenta financeira” de grande utilidade, mas que necessita ser utilizada com prudência.

Duas Conseqüências da Utilização do Crédito

Prefiro não me ater a análises financeiras e contábeis complexas quando falo das conseqüências da utilização do crédito disponível. Ao invés disso, traterei de duas conseqüências que impactam diretamente em nossas vidas, sendo uma positiva e a outra negativa.

A primeira conseqüência direta de se obter um empréstimo é a possibilidade de se adquirir imediatamente aquilo que se deseja (ou se realizar o investimento almejado).

Paradoxalmente, o crédito nos obriga a lidar com uma dívida que se prolonga por 3, 6, 12, 60, 180 meses, conforme o tipo de financiamento. Metaforicamente falando, o financiamento é uma forma da instituição financeira nos “vender” um dinheiro que só receberemos no futuro.

Por que devemos nos preocupar com isso? 

O problema central que merece nossa atenção  é que, sempre que “compramos” um dinheiro do nosso futuro, a instituição responsável inclui uma taxa de juro, que fica embutida . Nem sempre, o valor total de juros a serem pagos fica claro para os consumidores, fato que é preocupante se levarmos em conta que o Brasil sustenta o título de país com a maior taxa de juro do mundo todo. Torna-se ainda mais relevante quando a mídia nos bombardeia com anúncios de “juros pequenininhos”, “menores taxas do mercado” além do exagerado apelo ao consumo que salta aos olhos.

 (fim da parte I)

Add comment Abril 2, 2007


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