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Desperdício Zero – Uma idéia que vale a pena

O Consumo & Pensamento foi concebido como um blogue no qual o leitor possa ter a oportunidade de ler registros que permitam a formação de uma nova mentalidade sobre hábitos do consumo.

De nada adiantaria discutir somente sobre a teoria e desprezar a necessidade premente da demonstração de exemplos concretos. Por isso, concebi um eixo de experimentações que apresente práticas abrangidas por um mesmo tema: Desperdício Zero.

O primeiro deles já está lançado: trata-se do Lixo Zero, que vai retratar um mês no qual estarei firmemente empenhadoem não gerar lixo algum, sem que isso represente um problema para a minha vida normal.

Os próximos dois meses abordarão outras propostas do mesmo eixo. Espero que vocês gostem!

Add comment Agosto 27, 2007

O Aquecimento Global e a Nossa Contribuição

O aquecimento global é uma questão séria demais para ser delegada exclusivamente aos governantes ou à iniciativa privada. Cada um de nós deve participar reduzindo o consumo dos recursos disponíveis e emitindo menos poluentes.

Havendo milhões de contribuições individuais, o impacto total será muito maior do que se imagina. Não podemos esperar que as conseqüências mais graves aconteçam, nem devemos pensar que, ao exigir que o Estado combata o problema, nossa parcela de contribuição está esgotada. Nós podemos muito mais. Atos simples como a redução da freqüência de utilização dos automóveis e a destinação adequada do lixo são extremamente relevantes na luta contra o aquecimento global.

Nossas ações podem ser a parcela que, somada às ações governamentais e da iniciativa privada, assegurarão o nosso próprio futuro.

Add comment Maio 26, 2007

Consumo e Produção, Parte I: Conceitos Preliminares.

Tente se imaginar fazendo qualquer coisa, a qualquer momento do dia. Qualquer coisa mesmo.

Independente do que você tiver imaginado, você poderá estar em um dos três seguintes estados: ou você está consumindo, ou está produzindo, ou está em repouso. Não há como fugir dessas três condições, pois tudo o que você pode imaginar deriva desses estados ou de combinações dele. Poderíamos descrever aqui dezenas de ações mas, invariavelmente, chegaremos à mesma conclusão, relacionada aos três estados citados.

A razão dessa constatação é simples: estamos inseridos em um universo com o qual nos relacionamos constantemente. Daí que é impossível estarmos completamente isolados dos outros seres.

Quando tratamos de “consumo”, não estamos aqui nos restringindo ao consumo baseado no uso do dinheiro: consumimos o ar que respiramos, os alimentos que ingerimos e, numa abordagem ainda mais abrangente, poderíamos até afirmar que consumimos o tempo de quem nos dá atenção.

Dessa condição, depreendemos alguns conceitos preliminares que mais adiante serão discutidos, revisados ou mesmo refutados:

1) o consumo pode ser analisados por diferentes perspectivas a partir de um mesmo fato referencial;

2)  as relações de consumo podem ser unilaterais ou bilaterais, harmônicas ou não;

3) as relações de consumo podem ou não pressupor a extinção daquilo que se consome;

X-X

Add comment Maio 25, 2007

O Metrô do Rio de janeiro – I

“Fulana” trabalha no Flamengo e mora no Subúrbio carioca. O Metrô é o melhor meio de transporte para ela (o único que faz esse trajeto em menos de uma hora e meia), mas diariamente há reclamações: longas paradas inexplicáveis, ar-condicionado desligado, eventuais tumultos nas estações e o mais comum de todos, a superlotação.

Fulana relata que, ao entrar na estação do metrô, precisa esperar de 10 a 15 minutos para embarcar num vagão, tendo em vista a quantidade de pessoas que espera na plataforma e a massa que já está dentro do metrô quando ele chega.

Quando vai entrar no metrô da linha 2, a situação é ainda pior. Fulana às vezes espera até 40 minutos para ter condições de ir de pé num vagão lotado.

O Metrô tem apresentado uma notável ampliação decorrente das linhas de integração. Localidades como Urca, Vila Isabel, Cosme Velho, Curvelo, Gávea, Usina, Ipanema, Fundão, Andaraí e outras têm linhas de ônibus que “deságuam” milhares de usuários nas estações do metrô. A inegável vantagem da acessibilidade ao transporte, aparentemente, não foi acompanhada pelo aumento de trens em circulação. O resultado é a superlotação, a evidente queda do padrão de qualidade dos serviços e a maior propensão à ocorrência de falhas.

Fulana não registra reclamações. Não acredita na eficácia desse tipo de protesto. Prefere se queixar com os colegas de trabalho e contribuir, resignada, com um absurdo sistema de “regulação de lotação”, aguardando pacientemente por um trem no qual ela consiga entrar.

O consumidor tem o direito de ser bem tratado e o dever de apresentar às autoridades competentes os indícios de que o prestador de um serviço, seja ele qual for, não está honrando o compromisso básico do respeito mútuo que deve haver entre as partes. A questão é ainda mais grave quando o objeto da relação entre eles é uma concessão pública, pois aí não se desrespeita somente um “cliente”, mas também um contribuinte e cidadão.

Para o registro de reclamações a respeito do metrô do Rio de Janeiro, há dois caminhos:

1) O próprio serviço de atendimento ao cliente do Metrô; e

2) A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro, vinculado ao Governo do Estado.

Se estamos insatisfeitos com algo, não podemos deixar que o nosso silêncio seja interpretado como uma velada expressão da nossa satisfação.

Add comment Abril 20, 2007


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