Lixo Zero

O lixo é, provavelmente, um dos mais fiéis companheiros do progresso. Onde há desenvolvimento, há lixo; e quanto mais desenvolvimento, mais lixo há. A evolução mudou o perfil dos rejeitos e criou novas categorias: tóxico, radioativo, contagioso etc.

Se, por um lado, a total eliminação de qualquer forma de resíduo é uma utopia, por outro é possível que nós, indivíduos, sejamos contribuintes para a formação de uma nova mentalidade, capaz de resultar na diminuição do lixo doméstico gerado diariamente.

Esse será o registro diário de um período de um mês no qual adotarei um estilo de vida que se aproxime do “lixo zero”. Fazendo uso dos “3 Rs da sustentabilidade”(redução do consumo, reaproveitamento e reciclagem) e alterando os meus hábitos de consumo, espero que a minha vida possa servir de exemplo para a luta pela preservação do planeta. Contribuições são bem-vindas.

Add comment Agosto 29, 2007

Desperdício Zero – Uma idéia que vale a pena

O Consumo & Pensamento foi concebido como um blogue no qual o leitor possa ter a oportunidade de ler registros que permitam a formação de uma nova mentalidade sobre hábitos do consumo.

De nada adiantaria discutir somente sobre a teoria e desprezar a necessidade premente da demonstração de exemplos concretos. Por isso, concebi um eixo de experimentações que apresente práticas abrangidas por um mesmo tema: Desperdício Zero.

O primeiro deles já está lançado: trata-se do Lixo Zero, que vai retratar um mês no qual estarei firmemente empenhadoem não gerar lixo algum, sem que isso represente um problema para a minha vida normal.

Os próximos dois meses abordarão outras propostas do mesmo eixo. Espero que vocês gostem!

Add comment Agosto 27, 2007

Quem Sempre Paga o Pato?

Mal o novo Ministro da Defesa tomou posse, já tratou de fazer um primeiro alerta aos passageiros das companhias aéreas: prefere que haja longas filas por algum tempo, se isso for garantia da segurança no vôo.

Até aí, nada de mais. O raciocínio é o mais correto e apropriado para a situação de caos que hoje constatamos no transporte aéreo de passageiros no Brasil. Mas, infelizmente, o recado transparece que provavelmente o passageiro vai, mais uma vez, arcar com as conseqüências dos problemas das empresas.

Vejamos:

- depois do acidente da GOL, em 2006, os passageiros passaram a conviver com o conflito dos controladores de vôo com as autoridades. Qual o resultado? Atrasos nos vôos;

- as companhias aéreas foram acusadas de operarem com overbookings que causavam prejuízo generalizado aos passageiros. Apesar da ANAC ter coibido a prática, o tempo perdido dos consumidores é irrecuperável;

- durante  os primeiros seis meses do ano, os passageiros continuaram convivendo com atrasos decorrentes do problema com os controladores de vôo, com as obras no aeroporto de Congonhas e diversos outros fatores sequer identificados pelas autoridades competentes. Enquanto isso, o governo atuava de forma pusilânime, quando não fazia deboche dos problemas que os passageiros enfrentavam todos os dias;

- na semana passada, um avião da TAM explodiu depois de uma tentativa de aterrisagem mal-sucedida em Congonhas. O avião se chocou, por coincidência, com um edifício da TAM Express. Depois da comoção geral, o que sobrou foi uma onda de caos que causou transtornos a praticamente todas as companhias aéreas, ocasionando dezenas de atrasos e cancelamentos de vôos;

- as medidas anunciadas depois da tragédia trouxeram dois efeitos práticos: a expectativa de aumento nos preços das passagens aéreas e a redução na oferta de vôos, sem que isso resultasse na eliminação do risco de ocorrência de atrasos.

A pergunta é: quem está pagando o pato da crise aérea? A resposta é óbvia.

Os passageiros pagam mais caro, ainda não têm segurança para voarem nem a garantia do cumprimento dos horário e vôos das companhias aéreas. No lado das autoridades, ANAC, EMBRAER, INFRAERO e Aeronáutica continuam com os mesmos respectivos dirigentes que assistem o caos se arrastar desde setembro passado. E no governo, o único sinal de providências foi a retirada do Ministro da Defesa, Waldir Pires. Diga-se de passagem, este já estava  completamente impotente desde o episódio da queda do avião da GOL. Mesmo assim, era defendido pelo governo, em especial pelo presidente Lula.

Enquanto o amigo do presidente era resguardado de críticas e de ações mais enérgicas de terceiros, quem zelava pelos passageiros?

Ninguém. É por isso que nós sempre pagamos o pato.

Add comment Julho 27, 2007

O Aquecimento Global e a Nossa Contribuição

O aquecimento global é uma questão séria demais para ser delegada exclusivamente aos governantes ou à iniciativa privada. Cada um de nós deve participar reduzindo o consumo dos recursos disponíveis e emitindo menos poluentes.

Havendo milhões de contribuições individuais, o impacto total será muito maior do que se imagina. Não podemos esperar que as conseqüências mais graves aconteçam, nem devemos pensar que, ao exigir que o Estado combata o problema, nossa parcela de contribuição está esgotada. Nós podemos muito mais. Atos simples como a redução da freqüência de utilização dos automóveis e a destinação adequada do lixo são extremamente relevantes na luta contra o aquecimento global.

Nossas ações podem ser a parcela que, somada às ações governamentais e da iniciativa privada, assegurarão o nosso próprio futuro.

Add comment Maio 26, 2007

Consumo e Produção, Parte I: Conceitos Preliminares.

Tente se imaginar fazendo qualquer coisa, a qualquer momento do dia. Qualquer coisa mesmo.

Independente do que você tiver imaginado, você poderá estar em um dos três seguintes estados: ou você está consumindo, ou está produzindo, ou está em repouso. Não há como fugir dessas três condições, pois tudo o que você pode imaginar deriva desses estados ou de combinações dele. Poderíamos descrever aqui dezenas de ações mas, invariavelmente, chegaremos à mesma conclusão, relacionada aos três estados citados.

A razão dessa constatação é simples: estamos inseridos em um universo com o qual nos relacionamos constantemente. Daí que é impossível estarmos completamente isolados dos outros seres.

Quando tratamos de “consumo”, não estamos aqui nos restringindo ao consumo baseado no uso do dinheiro: consumimos o ar que respiramos, os alimentos que ingerimos e, numa abordagem ainda mais abrangente, poderíamos até afirmar que consumimos o tempo de quem nos dá atenção.

Dessa condição, depreendemos alguns conceitos preliminares que mais adiante serão discutidos, revisados ou mesmo refutados:

1) o consumo pode ser analisados por diferentes perspectivas a partir de um mesmo fato referencial;

2)  as relações de consumo podem ser unilaterais ou bilaterais, harmônicas ou não;

3) as relações de consumo podem ou não pressupor a extinção daquilo que se consome;

X-X

Add comment Maio 25, 2007

O Metrô do Rio de janeiro – I

“Fulana” trabalha no Flamengo e mora no Subúrbio carioca. O Metrô é o melhor meio de transporte para ela (o único que faz esse trajeto em menos de uma hora e meia), mas diariamente há reclamações: longas paradas inexplicáveis, ar-condicionado desligado, eventuais tumultos nas estações e o mais comum de todos, a superlotação.

Fulana relata que, ao entrar na estação do metrô, precisa esperar de 10 a 15 minutos para embarcar num vagão, tendo em vista a quantidade de pessoas que espera na plataforma e a massa que já está dentro do metrô quando ele chega.

Quando vai entrar no metrô da linha 2, a situação é ainda pior. Fulana às vezes espera até 40 minutos para ter condições de ir de pé num vagão lotado.

O Metrô tem apresentado uma notável ampliação decorrente das linhas de integração. Localidades como Urca, Vila Isabel, Cosme Velho, Curvelo, Gávea, Usina, Ipanema, Fundão, Andaraí e outras têm linhas de ônibus que “deságuam” milhares de usuários nas estações do metrô. A inegável vantagem da acessibilidade ao transporte, aparentemente, não foi acompanhada pelo aumento de trens em circulação. O resultado é a superlotação, a evidente queda do padrão de qualidade dos serviços e a maior propensão à ocorrência de falhas.

Fulana não registra reclamações. Não acredita na eficácia desse tipo de protesto. Prefere se queixar com os colegas de trabalho e contribuir, resignada, com um absurdo sistema de “regulação de lotação”, aguardando pacientemente por um trem no qual ela consiga entrar.

O consumidor tem o direito de ser bem tratado e o dever de apresentar às autoridades competentes os indícios de que o prestador de um serviço, seja ele qual for, não está honrando o compromisso básico do respeito mútuo que deve haver entre as partes. A questão é ainda mais grave quando o objeto da relação entre eles é uma concessão pública, pois aí não se desrespeita somente um “cliente”, mas também um contribuinte e cidadão.

Para o registro de reclamações a respeito do metrô do Rio de Janeiro, há dois caminhos:

1) O próprio serviço de atendimento ao cliente do Metrô; e

2) A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro, vinculado ao Governo do Estado.

Se estamos insatisfeitos com algo, não podemos deixar que o nosso silêncio seja interpretado como uma velada expressão da nossa satisfação.

Add comment Abril 20, 2007

Planos de Saúde – I

Pago meu plano de saúde religiosamente todos os meses. Aliás, há mais de 10 anos que pago planos de saúde. Creio que seja um dos poucos “luxos” a que me permito (ainda mais porque, durante boa parte desse período, tive o apoio do empregador que subsidiava uma parte do valor mensal, o que facilita essa regularidade).

Parei para pensar hoje no péssimo uso que faço desse serviço.  Há dez anos que só procuro um médico quando “me convenço de que estou doente”. Esse convencimento é um braço dado a torcer. Todos temos problemas de saúde com freqüência, mas eu só procuro um especialista quando tenho a certeza de que não conseguirei dar conta sozinho do problema. Dizem que é um comportamento típico dos homens, e que isso tem algo a ver com a evolução da raça humana, porque o homem precisava sempre ser forte, inabalável. Mas vou deixar essa discussão para outro momento e voltar aos planos de saúde.

As mulheres, de um modo geral, têm um comportamento muito mais regrado: fazem exames periódicos, marcam consultas por causa de inchaços, nódulos e outros sinais de possíveis problemas de saúde. Além disso, realizam auto-exames e têm menos constrangimento em comentar assuntos íntimos com amigas e familiares, compartilhando assim cuidados para a saúde. Entre os homens, por sua vez,  há raros indivíduos que façam exames periódicos quando têm menos de 40 anos. Obviamente, me enquadro na maioria. Pretendo mudar de atitude.

Por que mudar? Muito simples: porque estou pagando pelo plano de saúde, e pago o plano de saúde porque, teoricamente, me preocupo com o meu bem-estar.

Consumir de forma consciente não é uma atitude unicamente voltada para o meio ambiente ou para a comunidade.  Diz respeito também à forma pela qual nos beneficiamos com o consumo.

Afinal: se estou pagando, por que não deveria utilizar?

Já consultei a rede de atendimento do meu plano de saúde (que, por sinal, diminuiu desde a última consulta) para marcar algumas consultas periódicas. Recomendo a todos.

Add comment Abril 18, 2007

Consumo e Pensamento: Qual é a proposta?

Algumas vezes, já fui questionado a respeito do que vem a ser esse “consumo crítico” ou “consumo e pensamento” a que me refiro no blog.

Por isso, decidi apresentar um pouco melhor a minha proposta. Espero que eu consiga me expressar de forma clara a respeito do assunto.

Consideremos uma premissa: todos os organismos vivos (e a humanidade está incluída nesse grupo), ao longo de suas existências, estabelecem relações de consumo. Consumimos gases na respiração, consumimos fontes de energia, entre outras coisas. O consumo está intimamente ligado à satisfação de necessidades, e o conceito de “necessidades” pode variar: alimentação, entretenimento, afeto, prazer, reconhecimento público… A lista de necessidades pode variar de espécie para espécie. Por enquanto, acredito que seja razoável afirmar que o ser humano é a espécie com as mais variadas necessidades possíveis.

Com tantos seres humanos (já éramos 6 bilhões na última contagem, e não há expectativas de dominuição do número) e tantas necessidades, surgem dois problemas: 1) nem sempre há recursos suficientes para saciar a todos, o que gera a disputa entre os indivíduos (a disputa pode ser resolvida por meios variados, desde amigáveis leilões até lutas sangrentas); e 2) nem todos os seres humanos conseguem saciar suas necessidades da forma adequada (ou seja: sem prejudicar a terceiros ou sem degenerar/depredar aquilo que satisfaz a sua necessidade).

Há outros dois problemas, decorrentes das relações desordenadas de consumo: 3) algumas fontes de recursos podem der depredadas ou mesmo extintas devido a um consumo exagerado (o turismo desordenado em determinadas regiões, por exemplo, está provocando a extinção de espécies locais e resultando em depredação);  e 4) toda relação de consumo gera algum tipo de resíduo, e determinados resíduos podem ser prejudiciais à saúde ou à vida.

Nesse contexto, emerge a necessidade da discussão de formas de reequilibrar as relações de consumo. Surge então um conceito que é central para o Blog: o CONSUMO CRÍTICO. O que vem a ser esse tipo de consumo?

Imagine uma pessoa que consome indiscriminadamente tudo aquilo que lhe dá na telha. Suas atitudes não são nada sustentáveis: fuma, joga fora o lixo produzido sem qualquer forma de separação para fins de reciclagem ou reaproveitamento, dirige um carro desregulado, desperdiça água e energia elétrica. Como resultado, acaba prejudicando a sua comunidade e a si mesmo.

Esse indivíduo não é um ser mitológico: provavelmente, você tem vizinhos que se comportam dessa forma, talvez até você mesmo seja assim. Isso acaba por criar um “prejuízo” numa conta chamada “meio ambiente”, da mesma forma que um gasto desenfreado causaria prejuízo na sua conta bancária.

O problema é que, diferente de uma dívida com o banco, nem sempre o prejuízo ao meio ambiente é reversível. Pior: deve haver milhões, BILHÕES de pessoas com “saldos negativos” em relação ao meio ambiente.

O consumo crítico é uma proposta de, sem radicalismos, equilibrar um pouco essa conta. Certamente, não prego qualquer tipo de extremismo (como andar a pé para o resto da vida, a fim de eliminar o consumo de combustíveis fósseis), nem propostas descabidas (como assassinar todas as vacas do mundo a fim de reduzir a emissão de metano para a atmosfera).

A proposta do consumo crítico, e desse blog, é discutir formas de se consumir melhor e com mais responsabilidade, prejudicando menos o meio ambiente e, por conseqüência, oferencendo a possibilidade de todos nós usufruirmos ainda mais do planeta.

Mas não se resume a isso: abordarei o consumo num entendimento mais amplo: o dinheiro, o sistema financeiro, as políticas públicas, impostos, tópicos de sociologia e outras coisas podem ser objeto de discussões que resultem num entendimento melhor desse fenômeno que é o consumo.

Add comment Abril 12, 2007

Brincando com Números: CRÉDITO E JUROS (parte final)

Simulações de Juros

Para ilustrar o impacto dos juros no valor final que pagamos por determinado bem, realizei duas simulações elucidativas. Mas, antes, tratemos de um pouco de teoria:

Existe uma função matemática, a mais básica da matemática financeira, que nos permite calcular o valor final de uma quantia em dinheiro sobre a qual se aplica uma determinada taxa de juro. A função é composta por:

p = valor inicial (o valor do financiamento)

n = duração do financiamento (em meses)

i = taxa de juro (em decimais. Se estiver em porcentagem, divida por 100)

s = valor final (o quanto você vai pagar pelo financiamento no final do período)

A função matemática é:

s = p x [(1,00 + i)^n]

(Obs: o “^” representa uma operação de exponenciação)

Se você preferir, pode utilizar o Excel ou uma calculadora científica/financeira para otimizar o cálculo, mas os casos mais simples podem ser executados à mão.

Vamos agora considerar alguns casos de financiamentos contendo dados reais, retirados de sites de instituições financeiras. Para evitar problemas de contestação, substituirei os nomes dos bancos por uma letra:

1)     Cheque especial do Banco B: a taxa básica do Banco B para o cheque especial é de 7,66% (um pouco menor dependendo do seu tempo de relacionamento e volume de dinheiro movimentado). O prazo máximo de utilização do cheque especial é de 180 dias.  Digamos que você, numa determinada data, chega a um saldo de R$1.000,00 negativos. Veja o valor total, contando com os juros, que você pagará de acordo com o tempo pelo qual você permanecer no negativo:

1 mês      R$ 1.076,60

3 meses   R$ 1.247,85

6 meses   R$ 1.557,13

2)     CDC do Banco B: na mesma instituição, o CDC (sigla de “Crédito Direto ao Consumidor”) oferece empréstimos com duração de até 24 meses e taxa de 4,62%. Vejamos o valor total dos juros a serem pagos:

6 meses    R$ 1.311,26

10 meses  R$ 1.570,89

12 meses  R$ 1.719,40

24 meses  R$ 2.956,33

No primeiro caso, o aumento do valor da dívida foi de 50% em 6 meses. No segundo, o valor triplicou em dois anos. Se você fizer a conta considerando as taxas informadas, vai achar que os cálculos estão errados. No entanto, o conceito empregado pelas instituições financeiras é o de juros sobre o montante. Ou seja: se, depois do primeiro mês, o valor a ser considerado para a aplicação da taxa de juro é o saldo original MAIS os juros apurados no mês anterior (o que também é conhecido como juros compostos ou juros sobre juros).

E não é só isso: dependendo do tipo de empréstimo ou crediário, ainda podem incidir outras taxas que incidem sobre o valor solicitado, tais como taxas de abertura de cadastro, taxas de administração etc. Melhor pensar bem antes de assumir uma dívida, não é?

Add comment Abril 2, 2007

Brincando com Números: CRÉDITO E OS JUROS (parte I)

Sempre que desejamos adquirir algo e não possuímos dinheiro suficiente no momento, podemos ser tentados a abrir um crediário ou contrair um financiamento. Essa alternativa, sem sombra de dúvida, é uma “ferramenta financeira” de grande utilidade, mas que necessita ser utilizada com prudência.

Duas Conseqüências da Utilização do Crédito

Prefiro não me ater a análises financeiras e contábeis complexas quando falo das conseqüências da utilização do crédito disponível. Ao invés disso, traterei de duas conseqüências que impactam diretamente em nossas vidas, sendo uma positiva e a outra negativa.

A primeira conseqüência direta de se obter um empréstimo é a possibilidade de se adquirir imediatamente aquilo que se deseja (ou se realizar o investimento almejado).

Paradoxalmente, o crédito nos obriga a lidar com uma dívida que se prolonga por 3, 6, 12, 60, 180 meses, conforme o tipo de financiamento. Metaforicamente falando, o financiamento é uma forma da instituição financeira nos “vender” um dinheiro que só receberemos no futuro.

Por que devemos nos preocupar com isso? 

O problema central que merece nossa atenção  é que, sempre que “compramos” um dinheiro do nosso futuro, a instituição responsável inclui uma taxa de juro, que fica embutida . Nem sempre, o valor total de juros a serem pagos fica claro para os consumidores, fato que é preocupante se levarmos em conta que o Brasil sustenta o título de país com a maior taxa de juro do mundo todo. Torna-se ainda mais relevante quando a mídia nos bombardeia com anúncios de “juros pequenininhos”, “menores taxas do mercado” além do exagerado apelo ao consumo que salta aos olhos.

 (fim da parte I)

Add comment Abril 2, 2007

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